sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

De Joyce para Joyce.




Carta da Joyce do presente para a Joyce do passado (de um passado até recente...)


Aqui estamos nós onde tanto queríamos estar um dia. 
Não, não é como pensávamos que seria, mas calma não é assim ruim, só diferente. 

Nós carregávamos tanta esperança né? Parecia até bobo, e embora parecer boba nunca tivesse sido problema pra gente, nós estamos mudando (yeah!), e agora nos importamos sim, o que parece estar de algum jeito maluco nos salvando. Se nós sobrevivemos a nós mesmas até aqui, alguma coisa a gente tem feito de certo, por incrível que pareça.

A má notícia é que perdemos algumas coisas no caminho (quer dizer, menos peso, isso aí está mesmo difícil), mas não precisa se desculpar, a culpa não foi totalmente nossa (agora não estou obviamente falando do peso). Além de uma fração do estoque da esperança, nós perdemos itens valiosos e não podemos recuperá-los. Nós vamos sentir essas perdas para o resto de nossas vidas, mas me parece que estamos ficando bem. Isso nós obrigou a ser mais fortes e tomar decisões importantes. Existe os dias difíceis ainda, mas finalmente estamos conseguindo ter dias muito bons também.

Desculpe também por termos na atualidade bem menos dinheiro do que imaginávamos. A gente ainda compra tanta coisa na base dos "12x sem juros", mas fizemos mais uma promessa de parar com isso. Ah! a gente cancelou um dos cartões de crédito inclusive, então ainda não temos aquela vitrola linda que você sempre coloca no carrinhos de compra do site e depois cancela em um lapso de racionalidade. 

Nós temos agora um nova visão sobre o que é felicidade, sobre o que é amizade e sobre a cafeína. Devo-lhe dizer que nada em nossa vida parece tão importante agora quanto a cafeína. 
As amizades são mais escassas (embora mais sinceras), mas lembra o que eu disse sobre estarmos menos boba? Então, nós agora meio que estamos levando isso muito a sério. A gente conseguiu desenvolver um sexto sentido maravilhoso para o que não nos faz bem, ou pelo menos acreditamos fortemente nisso. Não nos deixamos mais enganar facilmente, com excessão da franja que a gente teimou em cortar de novo achando que dessa vez íamos arrasar. Amiga, vamos esquecer a franja em definitivo!

A felicidade na nossa pequena cabecinha enfranjada não é mais um fim, nem um sonho dourado. Nem é algo tão clichê e simples como todos fazem parecer. Hoje a felicidade é um copo meio cheio (de cafeína talvez), é algo que é pra ser tangível, livre do que eu não quero para a nossa vida e cheia do que nos faz tão bem. Acontece sempre de não sabermos muito bem o que queremos ainda ou pra onde estamos indo. Acredito que faz parte do nosso charme.

Tenho que te informar que hoje estamos despertando de um estado longo de letargia. Quase um ano sem escrever e finalmente estamos nos sentindo bem para isso. Não vamos deixar esse sentimento adormecer de novo, ok? 

Ah! E o nosso quadril cresceu e continua crescendo, desculpe quanto a isso...mas a ótima nótícia é que a gente tá bem com isso!








terça-feira, 24 de março de 2015

O dia em que desperdicei uma estrela cadente.


Ontem a noite, dirigindo de volta para casa eu vi uma estrela cadente. 
Mesmo com toda luz da cidade, ela "caiu" bem na minha frente, como um presente, incisiva e desperada por um pedido a ser realizado. 
Eu fiquei ali parada, (se pudesse me ver, com certeza não me surpreenderia estar com cara de boba) pensando "puxa uma estrela cadente", e não fiz absolutamente nada. Só fui invadida de uma paz, como se aquilo fosse um jeito do universo me dizer que tudo ficaria bem. 
Não que eu esteja cobrando, porque eu fui incapaz de pedir, mas já que você estava assim dando sopa, se por acaso rolar de ajeitar um pouco as coisas eu agradeço dona estrela cadente.




segunda-feira, 23 de março de 2015

A brevidade das coisas.


Um cenário atual que só existia em minha imaginação fantástica de criança, e ainda assim como acontecimentos longínquos: está faltando água potável.

Nos últimos dias toda vez que uma chuva cai, seja uma garoinha que for, eu me pego fazendo uma oração em agradecimento. É verdade que estou longe de ser uma pessoa religiosa, mas eu tenho tido provas suficientes nessa vida, da brevidade das coisas e percebi o quanto me importo.

Me desculpe se tem dias que eu fico assim tonta. Acho tudo lindo, maravilhoso, ou fico emotiva, favorável às causas dos índios, feminista pra "garai" ou me preocupo demais com os cãezinhos de rua. Deve ser os resquícios da minha alma hippie querendo vir à tona. Mas mãe, não se preocupe, eu já joguei as minhas saias de saco de linho tye dye fora. Que bom que até isso na vida passa!

A maioria das coisas passam, mas não acredito que acabem. Assim como a água passa por um ciclo e se renova, porque tudo nessa vida não pode ser assim? 

Isso não é uma resolução de ano novo, é só um lembrete: sempre que eu decida encerrar um ciclo, ou seja obrigada a isso pela vida, que eu saia uma nova pessoa, muito mais límpida.