sexta-feira, 5 de março de 2010

Superstição para quem acredita.

Eu tinha um texto pronto sobre o meu carnaval para postar aqui, mas me pareceu meio sem sentido falar disso agora depois de tanto tempo. Resumindo muito mesmo: fomos - eu e a Carol - ao casório da Marci, que se casou duas vezes com o mesmo cara em menos de dois meses, nos perdemos no trajeto Anápolis - Itapuranga, quase colocamos fogo na casa da anfitriã, dei uma bronca na noiva  por fazer a simpatia de colocar o meu nome no vestido sem meu consentimento, passamos vergonha a valer em uma cidadezinha típica de interior com direito a praça, Igreja e banquinhos na porta das casas, tudo contribuindo para um primor de carnaval! Enfim, dessa história toda, eu acho que deveria apenas contar para quem quiser saber ( e pra quem não quiser também) que as minhas amigas (inclusive a minha irmã) andam todas casando, e que isso me assusta com uma força tamanha, o que pode significar algumas coisas: a) essa galera toda está enlouquecendo (que é uma hipótese aceitável); b) eu estou ficando para tia (que eu diria que é mais que aceitável, na atual conjuntura da situação) ou c) pode ser que a minha vez também esteja chegando (e isso está difícil de imaginar e até aceitar). E como eu cheguei a essa conclusão? Peguei o buquê, ou melhor dizendo ele me pegou! O ramalhete de rosas vermelhas caiu certeiro aos meus pés, como toda mulher adoraria e como eu se quer sonhei...eu que estava ali de gaiata, por pura brincadeira, certa de que não aconteceria comigo, fui condenada a ser a próxima ( pelo menos é o que dizem)  e ao mesmo tempo senti 527 olhares me fuzilando, de aspirantes à noivas que tiveram o seu sonho dourado de casamento próximo, despedaçado por mim.

Não que eu acredite nessas coisas...mas né? Cair no meu pé como se fosse uma sentença, é assustador! E aí eu fico me sabotando, acho que é nítida a minha expressão de pânico quando qualquer espécime do gênero masculino se aproxima de mim, que seja para perguntar as horas. Como se a qualquer momento ele pudesse dizer "Oi! Quer casar?", e o pior, como se eu pudesse numa atitude desesperada aceitar o primeiro pedido. Que insano! É mais difícil ainda quando se tem quase 1/4 de século de idade e se sofre a pressão de ser a filha mais velha encalhada, as avós impacientes com enxovais guardados, a ansiedade da família toda para que eu tenha filhos bochechudos e engraçadinhos, emanando muita fofura.

Com toda sinceridade eu nunca me preocupei com essas questões, aliás sempre fui bem resolvida quanto a isso. Sempre me imaginava bem sucedida na profissão, independente, ganhando meu dinheiro, viajando por aí, constituir família seria a última coisa a pensar e a idéia de casar parecia um pouco boba, já que eu meio que não acredito em "felizes para sempre!". A realidade agora é outra, não gosto da minha profissão, não tenho a menor idéia do que quero fazer, trabalho só pra ter dinheiro (que nem é muito) e não viajo, porque além de não ter tempo, sempre sobra mês. Por que essa história toda tem mexido comigo eu não sei, talvez seja o relógio biológico apitando, algum medo incosciente de um futuro solitário, porque no fundo eu queira que o "felizes para sempre exista" ou só é paranóia da vez que logo passa.

No fim das contas o que eu quero dizer é que eu não quero casar por minha opção, mas ao mesmo tempo eu tenho medo de que eu não tenha opção se um dia eu decidir por querer, e se chegar em um determinado momento da minha vida e eu não tiver essa escolha? Dá pra entender? Se não, vamos seguir mesmo assim...Eu comecei a pirar com isso quando me perguntaram em uma entrevista de emprego "como eu me vejo daqui a 5 anos". É uma pergunta que eles fazem esperando ouvir uma grande mentira, acho que ninguém sabe muito bem como responder, pelo menos eu não sabia. Fiquei olhando com cara de nada para moça, enquanto imaginava uma vida triste, já que os meus últimos 5 anos não foram dos melhores e eu diria que apesar de grandes mudanças nenhuma foi muito significativa. E se eu tiver mais 5 anos iguais a esses, eu temo por mim, de verdade! Contei minha mentirinha enfeitada pra ela, me sentindo meio mal por não poder ser sincera, mostrando quão boa profissional eu seria pra empresa e fui embora reflexiva para casa, sem saber ao certo se eu queria mesmo aquele emprego, que eu consegui mesmo assim (conto depois para vocês).

Por enquanto, que eu não sei o que a vida me reserva, eu prefiro ficar longe dos casamentos, pelo menos dos buquês de noiva. Evitarei também sentar-me em esquinas de mesa, que minha avó disse que atrai sogra ruim, caso eu tenha uma é melhor garantir que seja das boazinhas, na medida do possível.

3 comentários:

  1. Po, tô me sentindo mó sozinha e tô querendo casar (de novo)...

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  2. hahahaha

    relaxa, joyce!
    tudo tem seu tempo, mesmo a gente não sabendo que tempo é esse... você só não pode se fechar pra vida, menina!

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  3. Joyce, não é que o tempo esteja correndo, que os priminhos estejam cada vez maiores e os velhos cada vez mais velhos...
    Talvez você esteja ficando encalh, ops, esteja ficando pra titia, mas o mundo não vai parar para esperar e o tempo corre, mas tudo tem o seu tempo.
    A Margareth e eu, somente nos juntamos quando já não tínhamos esperança num futuro a dois.
    Beijos
    Celso e Margareth

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