sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Uma mãozinha para São Francisco.

E eu que me esqueço que tenho um blog e que ele é uma excelente ferramenta de utilidade pública? Sempre uso a minha desculpa preferida de falta de tempo, falta de ânimo e vida social intensa, mas graças à falta de ânimo meu nariz cresceu só 2/3.
Tudo bem que eu poderia ter me lembrado antes e talvez ter amenizado um drama canino há menos dias, então vou me esforçar para que outros casos semelhantes tenham também finais felizes.


Chorumelas sendo modelete!

Sem mais delongas, serei breve na exposição dos fatos e dos motivos que me levaram à essa publicação.

Essa charmosa cadelinha de rua foi encontrada pela minha irmã Júlia, há algumas semanas, em uma noite chuvosa e fria (que é como se espera que todas as histórias tristes comecem) sentia dores e estava muito doente. Foi amor à primeira vista. Júlia sentiu o coração amolecer e por compaixão foi só cuidados à cadelinha, inclusive custeou todo o tratamento dela. Com a ajuda do meu irmão Gabriel, (com nome e intenções de anjo) que por acaso é também veterinário levou-a para uma clínica e com ajuda de profissionais muito competentes ela ficou boa, toda serelepe, com algumas sequelas da doença, porém fora de risco e cheia de amor pra dar, só não tinha um lar. 

A minha contribuição na história toda foi apenas apoio moral e batizado. Eu a apelidei carinhosamente de Chorumelas  A origem do apelido, como sempre, foi de dois segundos de bobeira, originados de quando demonstradas intenções de adotá-la, minha mãe disse ao meu irmão "Não me venha com mais um cachorro!"...Logo pensei "Não me venha com Chorumelas!"

Já livrando a barra da minha mãe, não a tomem por uma pessoa que odeia animais. Ela adora, porém sofre de um curioso mal que só as pessoas que esperam ter uma casa limpa e arrumada vão conseguir compreender. Ter dois cachorros machos, que são puro amor, mas tem uma necessidade pungente de demarcar território e destruir móveis não é uma forma muito fácil de manter a casa em ordem. Já estamos agradecidos de que ela não os coloque na rua e entendemos que a rejeição da Chorumelas não foi pessoal.

Então; não tendo um lar para a cadelinha; eu, meus irmãos e amigos saímos em uma busca desenfreada  via redes sociais, emails e telefonemas, por quem quisesse adotá-la. Felizmente obtivemos sucesso hoje, e amanhã Chorumelas estará em uma casa quentinha, sendo mais bem tratada do que eu! ;)

Com todos esses acontecimentos e nessa jornada atrás de quem pudesse ficar com a cadelinha, descobrimos que existe muita gente fazendo um trabalho lindo com bichinhos de estimação em potencial, que assim como a Chorumelas, precisam de cuidados. Aqui em Anápolis, temos o ASPAN (Associação Protetora e amiga dos animais) e iniciativas como o Abrigo Nota 10, que atuam no país inteiro cuidando de animais que foram abandonados ou sofreram maus tratos, em sua maioria.

Infelizmente essas instituições não recebem qualquer ajuda do poder público e vivem exclusivamente de doações e trabalho voluntário. A ASPAN não está aceitando mais nenhum animal, por falta de condições de mantê-los. Eles possuem mais de 100 cães e gatos que precisam ser adotados urgentemente.

Felizmente, descobrimos também que há uma porção de gente com vontade de adotar. Várias pessoas se manifestaram nas redes sociais, comovidas com o caso da nossa cadelinha prodígio. Por isso eu faço um apelo para quem sentir seu coração tocado ao olhar para as fotos daquelas chorumelinhas no site da ASPAN, não espere o sentimento esfriar, adote! Mais finais felizes vão render lambidas agradecidas e rabinhos abanando de contentamento. É muito gratificante fazer o bem e ainda ter um amigo fiel. Em toda a minha vida não conheci sentimento mais sincero do que esses bichinhos são capazes de entregar. Penso que só quem tem cachorro ou qualquer outro animal de estimação vai entender essa sensação.

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