domingo, 9 de novembro de 2014

Bye bye acumuladora.



Em tempos de sustentabilidade, reciclagem é importante. E eu venho pensando sobre isso em relação às pessoas. É isso mesmo, pessoas! Não me entenda mal, não trato as pessoas como lixo, mas eu me pego tentando mudá-las o tempo todo e cheguei à algumas conclusões óbvias ao longo desses quase 30 anos. E me dá desânimo profundo em relação a isso.

Então acho que o meu ponto é: autoreciclagem.

Já foi-se o tempo em que eu concordava cegamente com Exupéry, e me martirizava tentando ser eternamente responsável por aquilo que cativei. Tudo bem, eu ainda concordo que exista essa responsabilidade, mas acho que até isso tem limite nessa vida e convenhamos que eternamente é tempo demais. Mesmo com esse meu tamanho todo (largura toda, pra não dizer outra coisa), tenho braços curtos, eu não posso, nem consigo abraçar o mundo. Vai ser burra assim lá na China por se preocupar tanto com os problemas dos outros, enquanto ninguém dá a mínima. Fui aprendendo com algumas quebradas de cara (ah vá Joyce! Largue de frescura! Quem nunca quebrou?) que algumas pessoas não servem, não se encaixam dentro dos meus valores, não adianta a insistência, elas não vão mudar porque eu quero. E aí eu vou acumulando pessoas que não me acrescentam, como aqueles casos daquele programa do Discovery Home and Health, de gente que tem dó de jogar as coisas fora e vão juntando, tralhas e mais tralhas; e acabam vivendo num monte de porcarias que não servem para nada, a não ser para atrair barata e nos fazer sentir como lixo.

Chega um momento da vida da gente que a bagunça está tão grande, que é preciso fazer faxina e separar o que presta e o que não presta mais. Eu sei que eu não sou muito boa nessa coisa de faxina, meu quarto está aí para ilustrar, mas é preciso ao menos separar. Começo aos poucos fazer distinção de quem não está servindo mais, de quem preciso muito para sobreviver, de quem eu mantenho guardado na esperança de voltar a servir um dia e ainda tem aqueles que nunca serviram, mas estão sempre ali por perto, porque eu tenho algum sentimento inútil de responsabilidade para com esses seres. 

Para contrariar alguns pensamentos, não estou falando de homens, e sim das pessoas em geral mesmo. Era só pra deixar claro! 

Me livrando dessa tralha emocional eu sigo, porque eu estou em período de mudanças literalmente falando, e eu não quero de forma alguma carregar isso comigo. É um peso que fica, e espero não sentir falta. Além do que, dizem que é preciso se livrar do que é velho para dar lugar à coisas novas, e é bem por aí, essa é a ideia!



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Você acaba de ganhar um vale-pitaco!